Ansiedade patológica

Todos nós já sentimos em algum momento, medo, insegurança, desconforto, sensação de que algo desagradável vai acontecer. E como se não bastasse a ansiedade vem acompanhada de sintomas físicos como sensação de falta de ar, respiração curta, aperto no peito, calafrios, tremores, náuseas. A ansiedade está presente em todas as fases da vida, é um acompanhamento normal do crescimento, das mudanças, das experiências novas, da busca pela identidade. Esta ansiedade é adaptativa e até necessária, pois nos leva a ações de prevenção de perigos. Consideramos ansiedade patológica uma resposta exacerbada (em intensidade e duração) a determinados estímulos. Tais respostas podem, para algumas pessoas, parecer incontroláveis, interferindo em vários aspectos de sua vida, abrangendo seu funcionamento psicológico, social e ocupacional. O tratamento inclui psicoterapia e intervenção medicamentosa, quando necessário.

As teorias comportamentais-cognitivas têm gerado os tratamentos mais efetivos para os transtornos de ansiedade. Exige menos tempo que as demais terapias e seu objetivo terapêutico é claro e concreto: a extinção de hábitos mal-adaptativos e sua substituição por padrões novos apropriados e não provocadores de ansiedade. A pessoa que se submete a terapia comportamental-cognitiva não é “paciente” ou “aquele que recebe a ação de um agente”, mas ao contrário é participativo, uma vez que aprende a entender a maneira como seu pensamento e estado emocional contribuem para o aparecimento destes sintomas e como mudá-los, passando a agir de forma mais funcional frente a uma situação em que poderia surgir a ansiedade, conseguindo, finalmente, manter o controle.

 

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