Tabagismo

Tabagismo

Dia nacional de combate ao fumo

O cigarro é responsável pela morte de cinco milhões de pessoas todo ano ao redor do mundo, causando mais óbitos que a aids, a tuberculose, suicídios, homicídios e acidentes de carro juntos. Por ser aceito socialmente, o uso do tabaco está consolidado na vida cotidiana, sendo reforçado psicologicamente. Estima-se que no Brasil, cerca de um terço da população adulta fuma.

O cigarro contém um numero muito grande de substancias tóxicas ao organismo, dentre as principais, a nicotina, o monóxido de carbono e o alcatrão. Ao ser tragada, a nicotina é absorvida pelos pulmões, chegando ao cérebro geralmente em 9 segundos.

Os principais efeitos da nicotina no sistema nervoso central são: elevação do humor (estimulação) e diminuição do apetite. A nicotina é considerada um estimulante leve, apesar, de um grande numero de fumantes relatar que se sentem relaxados quando fumam. Essa sensação de relaxamento é provocada pela diminuição do tônus muscular.

Ao longo do tempo, o cigarro pode provocar o desenvolvimento de tolerância, ou seja, a pessoa tende a consumir um numero cada vez maior para obter os mesmos efeitos. Alem disso, o cigarro é considerado porta de entrada para outros vícios. Muitas pessoas que fumam acabam procurando álcool, maconha e outras drogas tidas como mais “pesadas”.

Alguns fumantes, quando suspendem repentinamente o consumo de cigarros, podem sentir fissura (desejo incontrolável), irritabilidade, agitação, dificuldade de concentração, sudorese, insônia e dores de cabeça. Esses sintomas caracterizam a síndrome de abstinência.

A tolerância e a síndrome de abstinência são alguns dos sinais que caracterizam o quadro de dependência.

O uso intenso e constante de cigarros aumenta a probabilidade de ocorrência de algumas doenças, como por exemplo: pneumonia, câncer (pulmão, laringe, faringe, esôfago, boca, estomago, entre outros), infarto do miocárdio, bronquite crônica, enfisema pulmonar, derrame cerebral, ulcera digestiva, etc.

O que significa parar de fumar:

– melhora da capacidade física;

– melhora do gosto pelos alimentos;

– melhora do olfato;

– redução dos riscos de câncer;

-redução dos riscos de doenças cardiovasculares e respiratórias;

– aumento da expectativa de vida;

– termino do hálito de tabaco;

– redução dos gastos com saúde;

– um grande exemplo para filhos, amigos e familiares.

Vontade própria de parar é o começo de tudo, mas muitas vezes não basta. O mais adequado é aliar a sua vontade de deixar o vicio com o apoio de profissionais qualificados. Em torno de 60% das pessoas que participam de psicoterapia comportamental param de fumar e se abstém do cigarro, porém, as modalidades de tratamento existentes podem ser aliadas, oferecendo ao fumante: orientações sobre o tabagismo; terapia cognitivo-comportamental; reposição de nicotina com emplasto ou goma de mascar para reduzir os sintomas de abstinência; uso de medicamentos que reduzem a vontade de fumar; apoio dos amigos, familiares e profissionais da saúde.

Eu, em nome dos profissionais da saúde, apoiando a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, conclamamos a todos os brasileiros para que neste dia 29 de agosto, Dia Nacional de Combate ao Fumo, apaguem o cigarro e dediquem 5 minutos do seu tempo para pensar e considerar a importância de preservar sua saúde!

Giovanna Vasconcelos

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