Terapia para Casais em Crise

Infelizmente ao tentar suprimir um pensamento ou sentimento, produzimos um loop de auto-amplificação. Este fenômeno chamamos de Esquiva Experiencial.

Mais que isso: pessoas que usam estratégias de supressão apresentam maiores níveis de sintomas depressivos e obsessivos. A chamada “esquiva experiencial” desempenha papel importante na gênese e no desenvolvimento de uma série de transtornos psicológicos. Noutras palavras: seja qual for a batalha a ser enfrentada, por mais dolorosa que seja, fugir da dor não parece ser uma solução interessante.

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Terapia Cognitivo Comportamental

Alguns estudos indicam que justamente quando queremos parar de pensar em alguma coisa, este pensamento volta com ainda mais força.

Infelizmente ao tentar suprimir um pensamento ou sentimento, produzimos um loop de auto-amplificação. Este fenômeno chamamos de Esquiva Experiencial.

Mais que isso: pessoas que usam estratégias de supressão apresentam maiores níveis de sintomas depressivos e obsessivos. A chamada “esquiva experiencial” desempenha papel importante na gênese e no desenvolvimento de uma série de transtornos psicológicos. Noutras palavras: seja qual for a batalha a ser enfrentada, por mais dolorosa que seja, fugir da dor não parece ser uma solução interessante.

Será que, como cantavam os garotos do Titãs, “fugir da dor é fugir da própria cura”? Se esse tipo de controle pode ser mais problema que solução, a solução é entregar os bets? Se correr o bicho come, mas se ficar o bicho pega? Para enfrentar essas e outras questões, convidamos dois psicólogos que não fogem da raia:

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Inteligente ou Esforçado? O que acontece quando você elogia a inteligência de uma criança.

por  em terça-feira, abril 17, 2012, do site: Update or Die! 

Gabriel é um menino esperto.
Cresceu ouvindo isso.

Andou, leu e escreveu cedo.

Vai bem nos esportes.

É popular na escola e as provas confirmam, numericamente e por escrito, sua capacidade.

“Esse menino é inteligente demais”, repetem orgulhosos os pais, parentes e professores. “Tudo é fácil pra esse malandrinho”.

Porém, ao contrário do que poderíamos esperar, essa consciência da própria inteligência não tem ajudado muito o Gabriel nas lições de casa.

– “Ah, eu não sou bom para soletrar, vou fazer o próximo exercício”.

Rapidamente Gabriel está aprendendo a dividir o mundo em coisas em que ele é bom, e coisas em que ele não é bom.

A estratégia (esperta, obviamente) é a base do comportamento humano: buscar prazer e evitar a dor. No caso, evitar e desmerecer as tarefas em que não é um sucesso e colocar toda a energia naquelas que já domina com facilidade.

Mas, como infelizmente a lição de casa precisa ser feita por inteiro, inclusive a soletração, de repente a auto-estima do pequeno Gabriel faz um… crack.

Acreditar cegamente na sua inteligência à prova de balas, provocou um efeito colateral inesperado: uma desconfiança de suas reais habilidades.

Inconscientemente ele se assusta com a possibilidade de ser uma fraude, e para protegê-lo dessa conclusão precipitada, seu cérebro cria uma medida evasiva de emergência: coloca o rótulo dourado no colo, subestima a importância do esforço e superestima a necessidade de ajuda dos pais.

A imagem do “Gabriel que faz tudo com facilidade” , a do “Gabriel inteligente” (misturada com carinho), precisa ser protegida de qualquer maneira.

Gabriel não está sozinho. São muitos os prodígios, vítimas de suas próprias habilidades de infância e dos bem intencionados e sinceros elogios dos adultos.

Nos últimos 10 anos foram publicados diversos estudos sobre os efeitos de elogios em crianças.

Um teste, realizado nos Estados Unidos com mais de 400 crianças da quinta série (Carol S. Dweck / Ph.D. Social and Developmental Psychology / Mindset: The New Psychology of Success), desafiava meninos e meninas a fazer um quebra-cabeças, relativamente fácil.

Quando acabavam, alguns eram elogiados pela sua inteligência (“você foi bem esperto, hein!) e outros, pelo seu esforço (“puxa, você se empenhou pra valer hein!”).

Em uma segunda rodada, mais difícil, os alunos podiam escolher entre um novo desafio semelhante ou diferente.

A maioria dos que foram elogiados como “inteligentes” escolheu o desafio semelhante.

A maioria dos que foram elogiados como “esforçados” escolheu o desafio diferente.

Influenciados por apenas UMA frase.

O diagrama abaixo mostra bem as diferenças de mentalidade e o que pode acontecer na vida adulta.

O Malcom Gladwell tem um ótimo livro sobre a superestimação do talento, chamado “Fora de Série” (“outliers”). Lá aprendi sobre a lei das 10 mil horas, tempo necessário para se ficar bom em alguma coisa e que já ensinei pro meu filho.

Se você tem um filho, um sobrinho, ou um amigo pequeno, não diga que ele é inteligente. Diga que ele é esforçado, aventureiro, descobridor, fuçador, persistente.

Celebre o sucesso, mas não esqueça de comemorar também o fracasso seguido de nova tentativa.

 

Para saber mais: The New Psychology of Success (http://news.stanford.edu/news/2007/february7/dweck-020707.html)

 

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Rivalidade entre irmãos

Por mais que os irmãos se entendam e se amem, é normal que exista certa dose de rivalidade entre eles, afinal, eles dividem e disputam muitas coisas: casa, quarto, computador, amigos e, principalmente, a atenção dos pais.

Ciúmes e competição são sentimentos primitivos e inevitáveis encontrados em todas as espécies. A competição permeia as relações humanas tanto no trabalho e escola, quanto na família. Os problemas aparecem quando o indivíduo não possui habilidades para lidar com esse tipo de conflito. Imagine um adulto que não suporta ver um colega ganhando uma promoção ou que não tolera que a namorada dê atenção aos amigos. Não precisamos de muito esforço para perceber que este adulto sofre por não ter adquirido, ao longo do seu desenvolvimento, formas de lidar com este sentimento de maneira adequada.

Os pais têm enorme influência na forma como os filhos se relacionam. Portanto, é importante que os mesmos evitem comparações entre os irmãos. Frases do tipo: “por que você não é tão responsável quanto o seu irmão?” fortalecem sentimentos de baixa auto-estima e autoconfiança na criança que não tem essas aptidões.

Os pais devem conhecer seus filhos profundamente e saber distinguir e valorizar as qualidades de cada um. Só assim todos se sentirão amados e especiais, independente das qualidades e virtudes dos irmãos.

É importante que os pais entendam e validem os sentimentos de ciúmes dos filhos, pois, como já dissemos, ele é inevitável, mas que não permitam que tal sentimento leve a comportamentos agressivos e desrespeitosos. Quando esses episódios acontecerem cabe aos pais ouvir ambos os lados com cuidado para não tomar partidos ou sair em defesa de um dos filhos. Uma boa idéia é deixar que os filhos negociem sozinhos e cheguem as suas conclusões, cabendo aos pais intervir apenas se houver abusos. Os pais devem deixar claro que acreditam que os filhos saberão chegar em um acordo. Negociar e resolver conflitos são comportamentos complexos e importantíssimos para uma vida adulta saudável. Portanto, é importante que os filhos tenham a oportunidade de aprender logo cedo com as pessoas que o cercam.

Giovanna Vasconcelos e Desirée Cassado

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