Terapia Cognitivo-Comportamental com casais

A falta de tempo ou de habilidade para discutir questões importantes, sejam elas individuais ou do relacionamento conjugal levam a um afastamento do casal, que por sua vez, gera sentimentos como insegurança, rejeição e desamparo.

Estabelecer relacionamentos é tarefa importante na vida de qualquer ser humano. Investimos em relacionamentos para crescermos como indivíduos.

Logo, o bom funcionamento do casal depende de trocas, responsabilidades compartilhadas e preponderância de reforçamento positivo.

Fazer um relacionamento funcionar é algo que precisa ser aprendido, treinado. Após uma avaliação inicial que forneça ao terapeuta dados sobre a dinâmica e funcionalidade de determinados comportamentos, bem como pensamentos e crenças de cada um, será traçado, um programa terapêutico, que deve intercalar sessões individuais e sessões com o casal.

Em terapia, diferentes setores do relacionamento são explorados para detectar as áreas de desequilíbrio e, então, a intervenção é realizada com técnicas especificas como o treino de comunicação, solução de problemas e reestruturação cognitiva. Em busca de padrões de trocas positivas, a comunicação é essencial, portanto, ambos são treinados e aprendem a usar sinais claros, sem ambigüidade, para transmitir suas insatisfações, expectativas, etc., e também para dar e receber feedback. Com isso, cada um adquire a capacidade de tomar a perspectiva do outro.

Um relacionamento saudável é um fluxo contínuo que inclui tanto aspectos negativos quanto positivos. Quando há mudança positiva, os aspectos negativos do outro e de si mesmo podem ser aceitos. Quando há aceitação, isto já é uma mudança que pode por si mesma acarretar outras. Assim, um jogo dialético de aceitação e mudança está na base do tratamento. (Jacobson, 1992; Christensen, Jacobson & Babcock, 1995).

Giovanna Vasconcelos